É claro que isso é mais simples nos países da UE ou EUA, onde a taxa de juro é fixa, nos países com divida soberana com o juro+inflação é um problema.
Nos últimos anos, Portugal foi um excelente exemplo, tem tido uma saldo orçamental perto de 0% (verde), com contas equilibradas. Mas a alta inflação de 2022, permitiu um forte crescimento nominal do PIB, mas com um crescimento real muito baixo.
De 2020 a 2025, a divida caiu de 135% do PIB para 89.7% do PIB. (linha laranja), mas o governo aumentou os gastos públicos. (linha azul).
Apesar de ter funcionado, o principal erro de Portugal, o governo apostou no aumentos de receitas, e vez de reduzir a despesa. Assim os portugueses foram duplamente penalizados, através de mais impostos e pela inflação. É mais para as pessoas, mas para os governos é bom.
Em suma, os políticos gastaram mais e a divida diminui.
O problema é que a maioria dos políticos não são responsáveis e tem a tendência a gastar ainda mais, foi o que aconteceu com a França. Aumentou muito os gastos para dar apoios para ajudar a "combater a inflação", ficando com déficit superiores a 5%.
Em França, o valor da divida soberana, já supera do valor da pandemia.
No caso dos países, como é o caso do Brasil, que tem percentagens elevadas de divida soberana com taxa de juros anexadas à inflação, não beneficiam tanto com a inflação.
